Ouso afirmar que, diante das evidências bíblicas sobre a pessoa e a obra de Jesus, é mais difícil não crer do que crer n'Ele. E não estou referindo-me apenas à sua existência histórica como um fato, mas até mesmo às alegações bíblicas acerca da sua divindade e messianidade.
Não existe maior e mais importante questão humana a ser resolvida do que está. O que fazer diante da existência historicamente comprovada do único homem que nunca pecou e ainda suportou e venceu a morte através da sua ressurreição amplamente testemunhada e registrada?
Qualquer leitor honesto dos textos sagrados logo notará que a morte de Cristo já era prevista não somente no pretérito da história, mas, também no da própria eternidade. Ele já veio comissionado para morrer. Ele não veio por ele mesmo ou para ele mesmo, Ele veio para o homem, por causa do homem, pela causa do homem. Foi assim do início ao fim da sua missão. Cada dia foi vivido para ensinar quem Ele era e porque viera.
As figuras e metáforas usadas para ilustrar a sua missão foram sempre absolutas e exigiam reflexão autêntica e decisão imediata: Eu sou a porta, o caminho, a verdade, a vida, o início e o fim de tudo. Ele não ficou um só dia sem registrar quem ele era e para que veio. À medida que avançava para a cruz, aprofundava o sentido da sua vinda e ampliava a implicação da sua vida, morte e ressurreição na existência de cada humano. Tudo Ele fez para mostrar que estava totalmente anulado para si mesmo, completamente negado para a sua vontade pessoal. É impossível não entender que Ele não merecia morrer, que não era justa e nem legal a sua morte. Mas o Pai o deixou morrer, Ele próprio se deixou morrer simplesmente porque não era por Ele mesmo, era pela redenção do homem.
Ao final da sua missão, tendo construído todos os fundamentos que sustentariam quem viesse a crer, e tendo eliminado todas as suspeitas que pudessem atrapalhar os possíveis incrédulos, inclusive explicando a razão de alguns não crerem (Jo. 12:37-43), o Senhor Jesus disse: "Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. Em quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia. Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo." (Jo.12:44-50).
Que situação difícil para um incrédulo! Como sustentar uma resistência contra este, que até deixou o registro da incredulidade de Filipe para não precisarmos passar pelo mesmíssimo constrangimento. Como um representante dos futuros incrédulos, Filipe pediu: Mostra-nos o Pai e isso nos basta, ao que disse Jesus: Filipe, a tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu; mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras (Jo.14:8-11)".
Como não crer? Ele disse: "Quem crer em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água viva; ainda que morra, viverá; e, verá a glória de D'us".
Crer é o caminho natural e sobrenatural de quem se aventura em ler as escrituras, pois a fé, essa vem pelo ouvir...
Amo vocês...