1 usuário(s) online.
Preencha os campos abaixo para se receber boletim informativo no seu e-mail:

Digite seu nome:

Digite seu e-mail:

Palavra Apostólica

Derrubar Jericó é uma questão de honra!

 


O General Josué poderia ter entrado na terra prometida por muitos outros lugares para evitar o primeiro confronto com Jericó, a cidade mais estruturada, protegida e agressiva de todo o vale do Jordão.

Ele podia mirar alguns outros pequenos reinos, para aumentar o seu cartel, pois só de vencer os dois reinos amorreus de Seom e Ogue que estavam além do Jordão, já aterrorizara a todos de Jericó (Js. 2:10). Vencendo outros reinos já na terra prometida antes de enfrentar a fortaleza-Jericó ele minaria mais ainda os Jericoítas( seria esta a naturalidade de quem nasce em Jericó?), e infundiria mais terror sobre os inimigos. Sim, mas o plano de guerra e a ordem das cidades e batalhas vinham do alto, e Jericó, apesar de ser a mais resistente, deveria ser a primeira.

Mas por que Jericó tinha que ser a primeira? Por que não a deixaram para depois? A resposta é absolutamente simples, Jericó deveria ser a primeira porque ela era uma FORTALEZA. Essa cidade era a fortaleza daquela terra. O portal de entrada daquela geografia toda. Vencer Jericó era uma questão de honra, de entrar na honra, de começar com honra para continuar com honra e terminar com honra. Tudo que viria, seria determinado pelo resultado desta primeira batalha.

Israel já havia derrotado alguns inimigos no deserto e no lado oriental do rio Jordão, inclusive Moisés já distribuíra essas terras às tribos de Ruben, Gade e à meia tribo de Manassés. Mas somente agora, o Senhor ordena os preparativos tão específicos que Josué deveria seguir com exatidão. Todo um cerimonial profético é revelado e meticulosamente preparado e obedecido por Josué.

Espias são enviados para estudar a cidade, os sacerdotes e a arca, os doze homens e as doze pedras. Quando estes doze tocassem as águas com seus pés, as águas seriam cortadas, os sacerdotes entrariam primeiro com a arca e parariam no meio do rio até que todo o povo passasse. Então, doze pedras foram tiradas do fundo do Jordão. As pedras trazidas pelos representantes das doze tribos foram usadas para erigir um altar no lugar onde à arca permaneceu com os sacerdotes no leito do rio, enquanto as que foram tiradas do rio foram usadas para erigir uma coluna em Gilgal, o acampamento em que ficaram ao oriente de Jericó (Js. 2,3,4). Josué teve que coordenar a circuncisão de todos os filhos de Israel e ainda a Páscoa foi celebrada com todos os elementos ordenados pelo Senhor (Js. 5).

No final do cap. 5 o anjo do Senhor aparece para dar a estratégia da batalha contra a Fortaleza-Jericó. Esses acontecimentos todos me fazem entender que tudo está começando aqui. Do ponto de vista da partida específica para entrar na terra, o inicio é este, com o confronto de Jericó. Josué podia até criar outro roteiro de batalhas, mas não estaria certo, não seria sábio, e estratégico menos ainda.

Agora podemos entender que Jericó, e tudo o que envolve essa fortaleza, na verdade é uma tipificação do pecado na vida do homem, da sociedade, das cidades e das nações. Não estou falando do pecado genérico ou generalizado, estou falando do pecado como uma maldade específica, como uma doença identificada e encravada no espírito, na alma ou no corpo de alguém. Estou falando do pecado que ainda não conseguimos vencer. Do pecado como uma fraqueza moral que se instalou na alma e ainda não conseguimos tirar. As tentativas de resistir já foram tantas que desistimos de lutar. As derrotas já foram tantas que resolvemos conviver com ela quase que conformando com a presença da fortaleza pecaminosa dentro de nós.

Jericó é essa fortaleza do mal que tem resistido ao Espírito Santo dentro de você. É o mal blindado e potencializado dentro de nós. Esse mal é substantivo, mas têm adjetivos, todos muito maus. São os vícios que ainda dominam e comandam o interior inteiro do discípulo.

Todo pecado não vencido, torna-se uma fortaleza dentro do crente. Essa fortaleza se fortalece à medida que o tempo passa e o pecado permanece senhor do interior e conseqüentemente do exterior humano. Esse pecado é o pior de todos, pois é o pecado mãe. Geralmente ele vive em repouso, mas de tempo e tempo ele vem e acontece para remarcar território, mantendo a ferida no corpo, a culpa na alma e a tristeza no espírito do crente. Para um pecado se tornar uma fortaleza basta deixar o sol se por uma vez sobre a sua história, sim! As fortalezas se formam rapidamente, são legalistas e só se dissipam mediante confronto e destruição. Elas são muitas, têm idades e tamanhos variados, mas sempre existe uma fortaleza maior, mais volumosa e dominadora. É aquele pecado recorrente que já dominou a nossa mente e controla os sentimentos totalmente. Jericó é isso, a representação clara do pecado que se tornou fortaleza resistente à santidade dentro do crente.

Não teremos dificuldade de identificá-la se observarmos o histórico do nosso coração. Identificar a fortaleza mãe é fundamental para termos êxito espiritual na conquista da nossa herança, Josué entendeu isso. E Jericó é a fortaleza daquela terra toda. Vencê-la seria o início de tudo, a base de tudo e o documento de liberdade para tudo. Tinha que ser primeira porque o pecado cabeça é alimentador de outros. Se vencido, já se tem outro cenário espiritual dentro e fora do discípulo. É uma questão de definidora da honra na vida cristã. Vencer a fortaleza-mãe, o pecado velho e entranhado, honra a pessoa e a palavra do Senhor Jesus, Ele venceu esse pecado por nós. Trazer à existência esse triunfo sobre o pecado é tarefa do discípulo na guerra espiritual contra os dominadores deste mundo tenebroso. Temos que identificar e vencer a Jericó da nossa história.

Vejamos atentamente o modo correto de vencermos as fortalezas da nossa alma na guerra pela herança que temos para receber:

1) Identifique a Fortaleza-jericó da sua  vida e família.

Isto não será possível sem visão espiritual. A mesma que Eliseu pediu para o seu discípulo Geazi e que o Ap. Paulo pediu para a igreja de Éfeso. Sem visão do mundo espiritual não identificaremos as fortalezas e as estratégias para vencê-las.

2) Ao identificarmos a Fortaleza-Jericó da sua vida, faça os preparativos para o confronto.

Josué preparou-se para a batalha cumprindo cada quesito da estratégia. Mandou espias, fez os atos proféticos com os doze e com as doze pedras, circuncidou os filhos, celebrou a páscoa, organizou o exército e as entradas dos sacerdotes, dos levitas e dos soldados, cumpriu cada tempo e cada detalhe.  

3) Aguarde a revelação do Senhor para o plano de combate, fortalezas só são vencidas com ajuda do alto.

Para vencer uma fortaleza, o óleo precisa descer, a unção precisa vir do alto. Somente a unção quebra os jugos das fortalezas. Espere que a direção virá como veio para Josué.

4) Nunca questione a palavra de direção dada pelo Senhor. Mesmo que você não entenda os comandos, não racionalize, só obedeça.

Josué não entendeu um tanto de ordens recebidas, sua mente não alcançou a profundidade daquela ciência militar estanha e aparentemente confusa, mas ele obedeceu. Ele podia até não entender, mas D'us estava certo e as muralhas iriam cair.  

5) Quando uma fortaleza domina uma vida, ela se impõe e se confunde com a totalidade, mas você não deve se enganar. Sempre haverá uma parte representativa que ficou pequena diante do crescimento da fortaleza do pecado, mas essa parte deve ser protegida e preservada. É Raabe.

Quando uma fortaleza domina uma vida, família ou cidade, tudo se mistura e se relativiza. O bem e o mal parecem ter se fundido, mas isto é só aparente, o bem pode até sumir de vista ao olho nú, mas da ótica divina ele nunca se perde. Uma parte deve ser preservada do crente, é Raabe, ela representa a sua fé. A mesma fé que O Senhor Jesus pediu ao Pai que fosse preservada na vida de Pedro quando o diabo pediu para peneirá-lo (Lc. 22:31-32). Na luta contra a fortaleza, cuidado para não se destruir, Raabe é a fé que deve ser preservada.

Vencer Jericó e preservar Raabe, é uma questão de honra...

Amo vocês.

Ap. Mack Levino.

 

 

MISSÃO APOSTÓLICA VINDE - Tel. (0**65) 3023-4300 -
E-mail: contato@missaovinde.com.br
Site: http://www.missaovinde.com.br/site/
Copyright © 2011 - Todos direitos reservados.